Guabiruba e Itajaí apoiam construção de barragem
Entre os cinco municípios representados na reunião que visava debater a construção da barragem de Botuverá, dois deles eram Itajaí e Guabiruba. Os dois são afetados de maneiras diferentes pelo problema das cheias. No entanto, ambos acenaram de forma positiva para apoiar a contenção de cheias.
Um dos primeiros a falar na reunião, ocorrida no plenário da Câmara de Vereadores de Brusque na última quinta-feira (29), foi o presidente do legislativo de Guabiruba, o vereador Felipe Eilert dos Santos (PT). Guabiruba, por questões geográficas, não é tão afetada ao que se trata da vazão do Rio Itajaí-Mirim. “Não sofremos tanto com as enchentes da semana passada, mas nos preocupa os deslizamentos”, ponderou Santos.
Ele também relatou que, com algumas vias interditadas, muitos munícipes guabirubenses tiveram prejuízos por trabalharem na cidade de Brusque. “Achamos importante que essa barragem de Botuverá inicie o quanto antes, porque vai aliviar muito e nós sabemos que em Guabiruba os rios vão desaguar no Rio Itajaí-Mirim”, pontuou.
Para Itajaí, município que está cerca de 36 quilômetros distante de Brusque, é bastante afetado – tanto pelo Itajaí-Mirim quanto pela Rio Itajaí-Açu, de Blumenau, além dos níveis da maré – a reunião também foi vista com bons olhos. O vereador Giovani Felix (PT), de Itajaí, que também é presidente da Comissão de Defesa Civil da cidade, esteve representando o município, acredita que, caso a barragem estivesse pronta, os estragos causados pela chuva na última semana não ocorreriam.
Ele ainda explica o que mudaria com a construção da estrutura. “Ela ia reter toda aquela água que chove naquela região e, com a barragem, iria liberar a água aos poucos”, comenta.
Felix ainda disse que a mesma preocupação de Brusque é a de Itajaí. “Uma vez que o Rio Itajaí não flua como deveria fluir, Brusque é prejudicada e assim por diante”, afirmou.